Em 07/10/2026 o Google abriu para todo mundo o SynthID Detector, no site synthid.com. É gratuito: você envia uma imagem, um vídeo ou um áudio, e ele procura uma marca d'água invisível que as IAs do Google colocam em tudo o que geram.
Essa marca não aparece a olho nu nem se ouve. Ela fica escondida no próprio arquivo, e só um programa que sabe onde procurar consegue achar.
Este guia mostra o passo a passo para checar um arquivo, quais IAs deixam essa marca, por que um resultado negativo não prova nada e o que fazer quando a dúvida continua.
O passo a passo
- Abra https://synthid.com no navegador do computador ou do celular.
- Envie o arquivo que você quer checar: imagem, vídeo ou áudio.
- Espere a análise. O site diz se achou ou não a marca SynthID.
Por enquanto o site está só em inglês. Se precisar, use a tradução automática do navegador: o fluxo é curto e não tem pegadinha.
Dica: sempre que possível, envie o arquivo original, não um print da tela. O print gera uma imagem nova, e o resultado fica menos confiável.
Quais IAs ele reconhece
O detector lê a marca SynthID, que aparece em conteúdo gerado:
- pelas IAs do próprio Google;
- por parceiros que adotaram a mesma marca: OpenAI, NVIDIA e Kakao;
- a Apple foi anunciada como próxima da lista.
O que ele NÃO pega
Esse é o ponto mais importante do guia. O detector só enxerga a marca SynthID. Ficam de fora:
- Meta e Microsoft, que usam outros sistemas de marca d'água;
- modelos abertos rodando no computador de alguém, que costumam não colocar marca nenhuma;
- qualquer IA que simplesmente não adotou o padrão.
Ou seja: uma imagem feita por IA pode passar pelo detector sem acusar nada.
Como ler o resultado
| Resultado | O que significa |
|---|---|
| Achou a marca | Forte indício de que o arquivo (ou parte dele) saiu de uma IA que usa SynthID |
| Não achou a marca | Só quer dizer que não há marca SynthID. Não prova que é real |
Resultado positivo é uma informação útil. Resultado negativo é ausência de informação.
Quando a dúvida continua
Use o detector como uma pista a mais, nunca como veredito. Junto com ele, faça as perguntas de sempre:
- Quem mandou isso? Pessoa conhecida, perfil oficial ou corrente sem autor?
- De onde veio? Procure a mesma imagem numa busca reversa (Google Lens, por exemplo) para ver onde ela apareceu primeiro.
- Alguém confiável publicou o mesmo fato? Notícia verdadeira costuma sair em mais de um veículo.
- O conteúdo pede pressa? "Compartilhe antes que apaguem" é sinal clássico de golpe.
Se depois disso a resposta ainda for "não sei", a regra mais segura é não repassar.